A Mostra de Cinema Poesia da BIP despertou grande interesse nas escolas da rede pública do DF e no Programa Domiciliar Mala do Livro Federal. Vinte e cinco ônibus vão transportar estudantes e leitores para assistir os filmes das sessões diárias de 16h30, nos cinco dias de realização da Bienal. Além dos filmes, eles irão visitar as exposições de arte e poesia no Museu Nacional (Obranome2) e as da Biblioteca Nacional, participar das oficinas de poesia e conhecer os poetas participantes da Bienal.
Os filmes – Na semana do evento, o Cine Brasília vai projetar oito filmes de ficção e documentários, de longa e curta metragens, selecionados pela organização da BIP junto com o programador Fernando Adolfo. Assim, o público estudantil e os leitores da mala do livro vão ver, nas tardes de 4 e 7, três curtas-metragem e um média.
O primeiro é a animação O Poeta, de Paulo Munhoz, a aventura de um poeta que dialoga com o mundo e com o outro, e que ao final é julgado por Fernando “Pilatus” Pessoa e Paulo Leminski, e condenado à significação; em seguida, Cora Coralina – O Chamado das Pedras, de Waldir Pina, documentário sobre vida e a obra da poetisa goiana Cora Coralina, numa colagem de trechos selecionados de seus poemas e inserções de depoimentos.
Assaltaram a Gramática, de Ana Maria Magalhães e Ivan Chagas Freitas, apresenta os poetas Francisco Alvim, Paulo Leminsky, Waly Salomão e Chacal por meio de poemas, de forma ficcional e performática; homenageia a poeta Ana Cristina César e conta com as participações especiais de Perfeito Fortuna, Luiz Fernando Guimarães, Scarlet Moon e Alice Ruiz. A música é de Lulu Santos e Waly Salomão. Finaliza a sessão o filme-homenagem Viva Cassiano!, de Bernardo Bernardes, ao poeta santista-brasiliense Cassiano Nunes, falecido em 2007, com Cassiano Nunes, Antônio Cândido, Antunes Filho, Vladimir Carvalho e Renato Matos; música original de Hamilton de Holanda.
A SESSÃO DAS 20H traz, de 4 a 7, dois longas e dois curtas. Nos dias 4 e 5, Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro (de Sylvio Back), sobre a vida de João da Cruz e Sousa, filho de escravos, fundador do Simbolismo no Brasil e considerado o maior poeta negro da língua portuguesa; e o curta A Babel da Luz (também de Back), em que a poetisa paranaense Helena Kolody faz, aos 80 anos, um auto-retrato artístico.
Nos dias 6 e 7, mais um curta sobre a poetisa goiana, o Cora, Doce Coralina (de Armando Lacerda e Vicente Fonseca), descrita em crônica por Carlos Drummond de Andrade e, após, toma lugar na tela Castro Alves – Retrato Falado do Poeta (de Silvio Tendler), uma ficção com situações de documentário, protagonizado por Bruno Garcia, que recupera a atuação do escritor nas lutas pela proclamação da República e pela abolição da escravatura.
Muitas pessoas estão pedindo que o Cine Brasília mantenha a mostra por mais tempo, já que a variedade de programas da Bienal vai dificultar que os filmes possam ser vistos. “Quero ver todos, mas também quero assistir e participar de vários recitais”, avisa Alexandre Marino e outros poetas. Fernando Adolfo sinaliza que o pedido será atendido.
Mais informações sobre a programação da Mostra de Cinema Poesia em http://www.bienaldepoesia.unb.br/filmes.html
