Trinta e cinco artistas, entre poetas, artistas plásticos, designers e acadêmicos reúnem-se em torno da palavra, e também da sua ausência, na exposição de poesia visual OBRANOME II, que integra a I Bienal Internacional de Poesia de Brasília e homenageia o poeta visual e gráfico Wlademir Dias-Pino. A abertura será no dia 4 próximo, às 20h, e a mostra permanece aberta à visitação até 28 de setembro, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República.
OBRANOME é um desdobramento da exposição inaugurada em 2003, na Caixa Cultural de Brasília, pelo curador, artista plástico e diretor do Museu Nacional de Brasília, Wagner Barja. Nesta segunda edição, a mostra traz a Brasília obras de poetas de renome internacional, como os espanhóis Juan Arcon e Julio Plaza e os brasileiros Augusto de Campos e Wlademir Dias-Pino. Traz também artistas alinhados com as ações culturais mais recentes no Brasil e alguns que atuam especificamente em Brasília.
Segundo Barja, o instrumento de uso comum entre os expositores é uma afiada faca que corta o corpo da poesia. Assim nascem o poema-objeto, o poema-óptico, a escrita ideogramática, as experiências do Surrealismo, do Dadaísmo e da Pop Art, numa incansável e incessante multiplicação da aplicação da palavra e dos meios pelos quais ela pode ser expressa.
O curador explica ainda que cada uma dessas obras e nomes, “sem os quais não seríamos contemporâneos”, ora são segmentos da poesia ora das artes visuais, multiplicando-se em confluências as mais insuspeitas. “As palavras foram para o espaço, seja bidimensional, tridimensional, digital, eletrônico, a laser, em fotogramas, ou simplesmente na folha de papel”, enfatiza o curador, que acredita no poder de atração que OBRANOME II terá sobre estudantes e professores que estão lidando com a poesia.
De origem secular, partindo da poesia de Mallarmé, da vanguarda européia e da quebra de fronteiras com Marcel Duchamp, a poesia visual teve no Brasil nomes inaugurais, especialmente dentro do movimento da Poesia Concreta, com os irmãos Augusto e Haroldo de Campos, Dias-Pino, e Rogério Duarte. Para discutir sobre a poesia visual hoje e difundir os artistas e suas obras, OBRANOME II inclui a realização uma mesa redonda, no Auditório 2 do Museu, às 16h do dia 5/9. Participam do debate aberto ao público os artistas Alberto Saraiva, Al-Chaer, Armando Queiroz, Marcelo Sahea, Neuton Chagas, Rogério Câmara, Xico Chaves e Wagner Barja.
São expositores Wlademir Dias-Pino (artista homenageado da 1ª Bienal Internacional de Poesia), Adriana Cascaes, Al-Chaer (Alberto Vilela Chaer), Alberto Saraiva, André Santangelo, André Ventorim, Antonio Miranda, Armando Queiroz, Bené Fonteles, Elyezer Szturm, Francisco Kaq, Gê Orthof, Juan Alcon, Karina e Silva Dias, Marcelo Sahea, Milton Marques, Nanche Las-Casas, Neuton Chagas, Resa, Rodrigo Paglieri, Rogério Câmara, Roland Campos, Rubens Jardim, Silvio Zamboni, Suely Farhi, TT Catalão, Luís Turiba, Xico Chaves, Gustavo Magalhães, Polyanna Morgana e Sabrina Lopes do grupo Entreaberto.
(Colaborou a repórter Kakau Teixeira, da SEC/DF).
OBRANOME II - Exposição de 35 artistas visuais, no 1º andar do Museu Nacional. Abertura 4/9, às 20h. Visitação: 5 a 28 de setembro, terça a domingo, das 9h às 18h30. Mais informações com Wagner Barja (9618-8871; 3274-0734). Produção OBRANOME II: Márcia Oliveira (3325-6135). Contatos para agendamentos de visitas guiadas pelos telefones 3325-6410; 3325-5520.

Boa Tarde. Gostaria que vcs me encaminhasse uma foto desta ezposição OBRANOME, para eu fazer divulgação.
No momento eu nao tenho, procura no google, vc pode encontrar algumas fotos.
Para mim foi mais que uma aula….
Por que ficou em mim tudo o que foi uma experiência de arte que me invadiu e permanece toda vez que me lembro da visita é como se estivesse lá.
poema puro!!inesquesível! maravilhoso!!!!