Luis Turiba, jornalista e poeta de Brasília, saudou a Bienal com um texto sobre o encontro de vários poetas e artistas que perambularam na noite de sábado, 6/9, por diferentes programas da I BIP pela cidade, terminando com uma ceia em casa dele, uma chácara no caminho de Sobradinho, onde baixou no poeta Reynaldo Jardim a entidade que fala na língua vronsk. Leia a íntegra do texto de Turiba.
“Início da madrugada, tempo seco regado a vinho, uísque e cerveja, estrelas cantam e dançam soltas pelo céu de Brasília. Um bonde de automóveis desliza pelo eixão rumo a salmões dourados na brasa e na brisa. Poetas, o que vale é a amizade de uma vida. Lá vamos nós, entregando nossos corações. Depois de perambularmos por sessões magnas, Rayuelas da pátria e uma expô magnífica, onde conhecemos os segredos de Deus na recliclagem do quintal do mestre das obras, começamos todos a falar uma mesma língua: o “vronsk”, uma espécie de comunicação zaún trancendental que mestre Reynaldo Jardim, 82 anos de rimas e invenções, aprendeu com um xamã ucraniano lá pelas bandas do Oriente. Era o próprio Exu no Eixão…”
“Neste momento, a I BIP se materializou em poesia de alta e pura voltagem. Versos tiradas e sambas, saudades do que sempre fomos. Alice Ruiz e um hai-kai por um triz / Lá vem o velho preto de Silvestrin / Sylvio Back na língua de langerie / Abadia no Goiás que não tem fim / Esio Nick Sahea Lisa Linda Rômulo / Ricardo Pacco Pequim & Fred Maia / Com todas as vênias de dona Vânia / Somos vronsk de Reynaldo Jardim”.
DUAS HOMENAGENS ESPECIAIS - Entre as inúmeras homenagens que a Bienal recebeu, estão também um poema, de autoria da goiana Sandra Fayad, e o lançamento do e-book do brasiliense Giovanni Iemini. Ver abaixo.
BIENAL DA POESIA – Sem haver concorrido, é primeira / É evento de primeira! / Sem subir ao pódio, é bi; / São bilhões de letras! / Congrega, aproxima, compõe / Sem haver um dia desunido. / Eleva, emociona, impõe / Às vogais e consoantes / Beleza intercontinental. /É ela, da Poesia…/ A nossa, a Primeira…/ Brasiliense Bienal (Sandra Fayad)
“Em homenagem à I BIP, lanço o e-book de poesias Músculo de minhoca, com 27 poemas arduamente resgatados do limbo para sustentar as estruturas fisiológicas do anelídio. – ‘Ele era um poeta triste, macambúzio e sorumbático.’ Espero que gostem. Baixem aqui no meu site: www.maobranca.bardoescritor.net “. (Giovani Iemini)


eita, que susto quando vi a divulgação do ebook. fiquei com vergonha…
obrigado, amigos.
a bip foi tão legal que deveria ser semanal. hehehe.