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Archive for julho \22\UTC 2008

Fotos: Arquivo Secretaria da Cultura/DF

_ Embora conte com o apoio da Secretaria de Cultura e de outros órgãos dos governos federal e distrital, a Bienal Internacional de Poesia de Brasília não é um evento chapa-branca. Não vamos ter uma super-estrutura de prêmio Nobel. Temos de fazer um mutirão de solidariedade para mobilizar todo mundo. Teremos defeitos, falhas, mas devemos ser generosos, calorosos. Queremos que nos ajudem com transporte para levar os convidados nacionais e internacionais a recitar seus poemas em vários locais na cidade. Queremos que ofereçam hospedagem solidária. A BIP é coisa nossa, a festa é nossa. Quero que vocês dividam conosco essa responsabilidade.

A fala acima, do coordenador-geral da I BIP, poeta e professor Antonio Miranda, arrancou longo aplauso da platéia de poetas e artistas, convidada na sexta-feira, 18, por ele e pelo Secretário de Cultura do DF, Silvestre Gorgulho, para uma reunião de esclarecimento sobre a filosofia do evento e de explanações sobre o programa.

O encontro foi realizado às 16h, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, e compareceram cerca de 70 pessoas, entre poetas, músicos, artistas plásticos, cineastas, empresários parceiros do evento, embaixadores e representantes diplomáticos e do governo local.

“Estou feliz de ver esta sala cheia e que estão acreditando em nós”, disse Antonio Miranda frente ao auditório quase repleto. Ao terminar a projeção descritiva da programação da I BIP, o coordenador do evento respondeu a perguntas da platéia, e enfatizou: “Não vamos pensar que a Bienal é um balcão de negócios. O mais fabuloso de um evento como esse é tomar conhecimento da poesia que está sendo feita no mundo; é poder se entrosar com poetas de vários continentes. É uma confraria, um relacionamento inesquecível”.

Miranda também disse que a Bienal quer conquistar leitores e formar novos poetas. “Não temos como saber quem é bom poeta, quem é ruim, e nem é o caso. Se cada um poderá ter cinco minutos de glória na Bienal, terá anos de glória na internet, porque vamos reestruturar o sítio com o registro de todos os acontecimentos, ao final do evento”.

Fotos: Arquivo Secretaria da Cultura/DF

A reunião foi aberta pelo secretário de Cultura com um brevíssimo discurso, em que elogiou Antonio Miranda como poeta e profissional reconhecido internacionalmente. Gorgulho disse apenas que “temos que fazer o melhor e aprender para fazer melhor nas bienais que se seguirão”.

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“Onde já se viu poetas serem os convidados de honra de um evento feito para eles? É inacreditável…!” Tita Lima e Silva, poetisa.

“Como vocês trabalharam! Como cresceu o programa da Bienal!” Santiago Naud, poeta.

“Gostei da programação, mesmo vasta e diversificada. É a cara do Miranda, é o estilo dele de fazer as coisas”. Luis Turiba, poeta e jornalista.

“Acho que há um exagero na programação. Brasília não tem público para a poesia que sustente um evento tão grande assim. Deveria começar com algo menor, mais concentrado, e ir expandindo nas próximas bienais.” José Carlos Taveira, poeta e editor.

“Brasília não apenas tem público para eventos do porte e da ousadia dessa Bienal. Nossa cidade merece, precisa, recebe iniciativas como essa de braços abertos. Cultivar a poesia, uma arte conhecida por não dar lucro, não é apenas um ato de coragem: é um ato de convicção no poder transformador do verbo. Sou grato ao Miranda por esse presente”. Paulo José Cunha, poeta e jornalista.

“Achei a reunião excelente. Já conhecia parte do programa e pude conhecer mais. Estou apostando no evento, até porque as pessoas que estão envolvidas são muito comprometidas com a arte na cidade. E é preciso ousar, que sem ousadia não se vai longe, não.” Juliana Monteiro, proprietária da Livraria e Bistrô Rayuela.

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O Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S-DF) anunciou no último dia 3, no auditório das Faculdades Integradas (Upis), o jovem poeta que irá representar o Distrito Federal na 2ª Etapa do 1º Prêmio Talento Literário/Poesia em Superdotação, com culminância

marcada para 3 de setembro, durante a abertura da I BIP. O estudante Gabriel de Araújo Aguiar, 15 anos, tirou o 1º lugar e foi agraciado com um computador; sua professora-orientadora, Ana Íris Rolim, ganhou um notebook “por seu esforço e dedicação”.

 O concurso visa a estimular e divulgar o talento literário dos alunos superdotados atendidos nos NAAH/S implantados em todo o País. Os 27 finalistas terão seus poemas reunidos numa Antologia bilíngüe (português e espanhol), patrocinada pela Embaixada da Espanha, para ser lançada durante a 27ª Feira do Livro de Brasília e distribuída nas escolas brasileiras e espanholas.

 O Prêmio Talento Literário alcançou todas as Diretorias Regionais de Ensino do DF, mobilizando as Salas de Recursos (onde os garotos desenvolvem suas áreas de interesse) e os professores do ensino regular. No total, foram inscritos 100 poemas, que passaram pelo crivo de júris específicos para chegarem a 22 poemas finalistas.

Finalistas – Estevão da Silva Costa, 16 anos, 2º lugar, recebeu um Palmtop, e o 3º classificado, Almir Gomes da Silva, 15 anos, ganhou um MP4. Tayná Soares de Carvalho, 13 anos, e Jhenifer Alice Alves de Sousa, 15 anos, receberam menção honrosa e um kit de livros. No júri dos 22 finalistas (foto) estavam os poetas Robson Tinoco, Nicolas Behr e Jarbas Júnior, o jornalista André Giusti, e os professores e escritores Leonardo Almeida, Luciana Coutinho, Sheila Costa e Úrsula Marta. Organizaram a Etapa Brasília Olzeni Ribeiro e Josué Mendes, além de Andréa Azevedo e Elizete Queirós, todos do NAAH/S-DF.

 O Madrigal da Escola de Música de Brasília abrilhantou a solenidade, prestigiada por José Luis Valente (secretário de Educação/DF), Giselda Jordão (diretora de Educação Especial), Vicente Nogueira Filho (presidente da UPIS) e representantes dos patrocinadores do prêmios doados (Linknet-DF e UniRepro), além de pais e professores de alunos talentosos.

 

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A Praça da Cultura, que liga a Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) ao Museu da República, vai se transformar num grande palco compartilhado para a oferta de atividades da I BIP e do Cena Contemporânea, de 23 de agosto a 7 de setembro. No amplo espaço da última obra de Oscar Niemeyer edificada em Brasília, a montagem do Ponto de Encontro do Cena, ao lado do Museu, vai envolver a instalação de um restaurante com lounge e bar e a armação do Palco Petrobras, que concentrará a oferta de oficinas, palestras, debates e lançamentos de livros ligados a teatro, além de shows musicais e recitais poéticos da programação da Bienal de Poesia.

Reunidos na sala de Antonio Miranda, na BNB, para acertos da programação conjunta, os parceiros da BIP (foto) puderam conhecer a cenografia que vai dar nova face e dinamismo ao Complexo Cultural da República durante o período.

MUSEU – Por seu lado, o Museu vai abrigar a Expo OBRANOME 2 – que envolve cinco eventos de poesia visual agregados à Bienal de Poesia –, assim como monitorar o público para a circulação no Complexo. Wagner Barja, diretor do Museu, e Guilherme Reis, diretor do Cena Contemporânea, são responsáveis pela concepção e execução do projeto de ocupação da Praça.

Segundo Barja, no dia 7 de setembro haverá um aparato de segurança especial, por conta das obras que estarão expostas na Praça, em função da movimentação do público visitante do Museu, somado ao do Cena e ao da BIP.

BIBLIOTECA – Em meio aos pilotis da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) será montada uma mini-feira de livros de poesia, aberta a todos os poetas interessados em participar. Um lançamento coletivo dos títulos expostos irá se antecipar à abertura oficial da I BIP, estando previsto, portanto, para as 17h de 3 de setembro – dia também marcado para a inauguração do acervo da BNB, segundo anunciou Antonio Miranda.

Na reunião, Miranda mostrou aos parceiros o primeiro produto editado especialmente para lançamento na Bienal – Dawson, livro de poemas do chileno Aristóteles España, publicado pela Thesaurus Editora, com prefácio do poeta Gonçalo Rojas e traduções de Antonio Miranda.

SIMPÓSIO DE CRÍTICA DE POESIA – Sylvia Cyntrão, poeta, professora do Departamento de Literaturas da UnB e coordenadora do Simpósio de Crítica de Poesia, chamou a atenção para as inscrições que foram abertas há algumas semanas, via www.bienaldepoesia.unb.br, para interessados nesta atividade da I BIP, trazendo um preço menor para os professores de ensino médio. “A intenção é fundamentar o estudo da poesia a partir do contato com as novas linguagens, que serão debatidas pelos convidados especialistas nas diversas áreas, daí porque o benefício ao professor da educação média”, Sylvia explicou.

A FEIRA DO LIVRO DE BRASÍLIA – outra parceira da BIP que se instala no Pátio Brasil Shopping, à W3 Sul – marcará presença na Praça da Cultura com um Café Literário, a ser montado próximo à área da Biblioteca. O objetivo é propiciar ao local mais um espaço de encontro, no caso, a poetas, editores, livreiros, acadêmicos, jornalistas, segundo anunciou o diretor da Câmara do Livro, Valter da Silva.

SESC-BIP – Já os coordenadores de Cultura do SESC, Juliana Valadares e Rogero Torquato, reafirmaram o empenho da programação voltada para a poesia nas cidades satélites de Taguatinga, Guará e Ceilândia. Segundo Juliana, o mapa do SESC na BIP está em preparo para distribuição no final de julho.

Participaram também da reunião dos parceiros: Fernando Adolfo (Cine Brasília); Heloisa Alves (UnB); Alaor Rosa (Cena); Márcia Oliveira (Cultur); Melissa Viana e Simone Oliveira (Oito); e Sandra Furlan, Liliane Bernardes, Graça Pimentel e Angélica Torres (BNB).

Cartaz do Simpósio de Crítica de Poesia Click aqui e confira

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