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Posts Tagged ‘Mais repercussão do Poemação Martinica’

Saulo Queiroz

José Roberto da Silva dá seu recado no palco do Martinica

Luiz Martins da Silva, poeta, jornalista e professor na UnB, disse acerca do Poemação Martinica que ficou “com um gostinho de quero mais, e achando que a gente se conhece e se reúne muito pouco, mesmo trabalhos conhecidos como o do Liga Tripa pareciam ter saído de um outro tempo. Fiquei com vontade de fazer alguma coisa, não sei bem ainda o que, mas aceito parcerias”.

Fernando Marques, também poeta-jornalista e professor na UnB, além de dramaturgo, destacou: “Funcionou: a seqüência de autores manteve o público atento, e ficou ao final, me pareceu, uma atmosfera de tarefa realizada, capaz de preencher o apetite das cabeças por algo que as mova e gratifique. Aquela história de que, depois da leitura ou da audição de um bom trabalho de literatura, o sujeito – ao menos por alguns minutos – é lançado num estado no qual é incapaz de cometer um crime! Gostei especialmente de ouvir o trabalho de poetas que conhecia de nome, mas de quem conhecia pouco os textos”.

Paulo José Cunha, outro poeta-jornalista-professor na UnB e participante do Poemação Martinica, disse achar que a Bienal está consolidada, “apesar dos (poucos) percalços que enfrentou”. Elogiou a qualidade do Poemação do Martinica, “realizado pela vontade de participação dos poetas que lá estiveram”, mas não escondeu ter ficado “profundamente irritado com a péssima cobertura dada pelo Correio Braziliense (não acompanhei os outros veículos). Nunca vi tamanho pouco caso com um dos maiores eventos culturais da história da cidade, com envolvimento de diversos setores e intervenções não apenas no Plano Piloto, mas em várias satélites”.

PJ Cunha, que na semana BIP, lançou com sucesso, na 27ª Feira do Livro de Brasília, a 3ª edição de sua A Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês, fez uma defesa comovente da Bienal, ao salientar: “Nós, que conhecemos as dificuldades com que esse projeto foi tocado, bem sabemos que, para criticar, em primeiro lugar seria bom cobrir a iniciativa com a dignidade que ela merecia, e não apenas superficialmente como foi feito. De muita gente ouvi reclamações dessa ordem. E de uma pessoa, em particular, ouvi um desabafo ainda mais amargo: ‘Parece que os órgãos de imprensa daqui não gostam da cultura de Brasília’. Claro que aí vai uma boa dose de exagero. Mas o próprio desabafo já é sintomático. Deveria fazer pensar”.

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