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Monica Hanson, Antonio Secchin, José Rivera, Braga Horta e Kori Bolivia, no Simpósio, na UnB

Monica Hanson, Antonio Secchin, José Rivera, Braga Horta e Kori Bolívia, no Simpósio, na UnB

A médica Monica Hanson, que vive em Iowa (E.U.) e se intitula “noviça na arte de traduzir poesia”, veio a Brasília especialmente para participar da semana da I BIP, quando teve oportunidade de travar amizade com os poetas e tradutores brasilienses Anderson Braga Horta e José Rivera. Em e-mail enviado a Braga Horta, que foi palestrante na Mesa Poesia e Tradução, do Simpósio de Crítica de Poesia realizado na UnB, ela tece elogiosos comentários à Bienal, assim como a Brasília. Veja trechos da carta abaixo.

“A Bienal de Poesia de Brasília foi para mim um bálsamo! Fiquei encantada com as palestras que assisti. A sua (de Anderson Braga Horta) respondeu perguntas que eu tinha sobre tradução. Impressionaram-me a extensão, a qualidade e a “mesclagem” feliz da poesia com outras artes na programação. Também encantaram-me a informalidade, a disponibilidade e a simplicidade dos palestrantes, todos tão simpáticos, apesar de importantes e tão brilhantes!  O cocktail no belo Museu da República e os livros distribuídos ao público gratuitamente, dificilmente “aconteceriam” neste país. Infelizmente, perdi Affonso Sant’Anna e Thiago de Mello.

Brasília, que eu não visitava há muitos anos, como sonhou JK, parece que continua a se abrir para o amanhã, emoldurada pelos sorrisos áureos dos ipês e pelas cascatas escarlates das buganvílias. Bem-aventurados Oscar Niemeyer e Lucio Costa!

PARABÉNS a todos vocês pelo BIP! Já está no meu calendário a BIP nº 2. Estou divulgando a  I BIP aqui em Iowa e com os meus amigos no Brasil, como provam estas fotos que lhes envio.”

Doutora Mônica Hanson enviou-nos 28 fotos. Delas publicamos uma, de registro de poetas, tradutores e palestrantes do Simpósio de Crítica de Poesia.

Alunos poetas superdotados premiados, na abertura da BIP

Alunos poetas superdotados premiados, na abertura da BIP

Mais um comentário sobre a BIP chega à equipe organizadora. Jarbas Júnior, poeta cearense, professor de literatura nas escolas do DF, ministrou a Oficina de Formação Poética em Blog, na Semana da Bienal, e registrou suas impressões do evento. Transcrevemos aqui o trecho referente à entrega do prêmio aos jovens estudantes superdotados, na cerimônia de abertura, no auditório do Museu Nacional.

“Na solenidade de abertura da I Bienal, constatava-se a presença de dezenas de promissoras vocações de poetas (e seus familiares), para a entrega do Prêmio Talento Literário aos estudantes superdotados classificados no concurso de melhor poesia promovido pelo NAAH/S, MEC, Embaixada da Espanha e Biblioteca Nacional de Brasília. A esplêndida solenidade talvez fosse a causa de Antonio Miranda brilhar tanto… a ocasião tinha alta relevância literária: a de iniciação sagrada no Monte Parnaso. Novos intrépidos infantes de poesia recebiam o bastião das letras para continuar e perpetuar o espírito das Musas. Por isso foi tão bela, surpreendente, lúcida e elucidativa a Conferência Magna Inaugural proferida pelo poeta Affonso Romano de Sant’Anna.”

Os poetas no jantar vrosnk

Os poetas no jantar vrosnk

Luis Turiba, jornalista e poeta de Brasília, saudou a Bienal com um texto sobre o encontro de vários poetas e artistas que perambularam na noite de sábado, 6/9, por diferentes programas da I BIP pela cidade, terminando com uma ceia em casa dele, uma chácara no caminho de Sobradinho, onde baixou no poeta Reynaldo Jardim a entidade que fala na língua vronsk. Leia a íntegra do texto de Turiba.

“Início da madrugada, tempo seco regado a vinho, uísque e cerveja, estrelas cantam e dançam soltas pelo céu de Brasília. Um bonde de automóveis desliza pelo eixão rumo a salmões dourados na brasa e na brisa. Poetas, o que vale é a amizade de uma vida. Lá vamos nós, entregando nossos corações.  Depois de perambularmos por sessões magnas, Rayuelas da pátria e uma expô magnífica, onde conhecemos os segredos de Deus na recliclagem do quintal do mestre das obras, começamos todos a falar uma mesma língua: o “vronsk”, uma espécie de comunicação zaún trancendental que mestre Reynaldo Jardim, 82 anos de rimas e invenções, aprendeu com um xamã ucraniano lá pelas bandas do Oriente. Era o próprio Exu no Eixão…”

“Neste momento, a I BIP se materializou em poesia de alta e pura voltagem. Versos tiradas e sambas, saudades do que sempre fomos. Alice Ruiz e um hai-kai por um triz / Lá vem o velho preto de Silvestrin / Sylvio Back na língua de langerie / Abadia no Goiás que não tem fim / Esio Nick Sahea Lisa Linda Rômulo / Ricardo Pacco Pequim & Fred Maia / Com todas as vênias de dona Vânia / Somos vronsk de Reynaldo Jardim”.

DUAS HOMENAGENS ESPECIAIS – Entre as inúmeras homenagens que a Bienal recebeu, estão também um poema, de autoria da goiana Sandra Fayad, e o lançamento do e-book do brasiliense Giovanni Iemini. Ver abaixo.

BIENAL DA POESIA – Sem haver concorrido, é primeira / É evento de primeira! / Sem subir ao pódio, é bi; / São bilhões de letras! / Congrega, aproxima, compõe / Sem haver um dia desunido. / Eleva, emociona, impõe / Às vogais e consoantes / Beleza intercontinental. /É ela, da Poesia…/ A nossa, a Primeira…/ Brasiliense Bienal (Sandra Fayad)

“Em homenagem à I BIP, lanço o e-book de poesias Músculo de minhoca, com 27 poemas arduamente resgatados do limbo para sustentar as estruturas fisiológicas do anelídio. – ‘Ele era um poeta triste, macambúzio e sorumbático.’ Espero que gostem. Baixem aqui no meu site: www.maobranca.bardoescritor.net “. (Giovani Iemini)

Banner com poema de Rubens Jardim exposto na I BIP[1]

Banner com poema de Rubens Jardim exposto na I BIP

Um acadêmico, um jornalista, um músico e um produtor cultural – os quatro, poetas -, escreveram parabenizando e desejando vida longa à BIP. Transcrevemos abaixo.

Rubenio Marcelo (secretário-geral da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras escreveu: “Os meus sinceros parabéns por tudo que foi a [inesquecível] I Bienal Internacional de Poesia de Brasília, que teve a brilhante organização e coordenação de Antonio Miranda.  Ficou provado que, altiva e fértil, a poesia continua ocupando o seu prefulgente espaço no tempo contínuo da existência, respirando encantos e transpirando sonhos. A  Bienal registrou, mais uma vez, nos anais da cultura (nacional e internacional) a vitalidade impressionante da poesia fazendo parte ativa da vida do povo. A I BIP foi um sucesso! Em todos os aspectos. Que venha a II BIP, em 2010, para celebrarmos novamente, com ênfase e em grande estilo, o pulsar indômito das metáforas e a essência da poesia, provando mais uma vez que ela não morreu e que jamais morrerá, porque ela exprime a linguagem da eternidade e porque ela habita corações como o que pulsa no lado esquerdo do seu peito”.

Rubens Jardim (SP) enviou à Organização da BIP a seguinte mensagem postada em seu sítio www.rubensjardim.com : “Coloco aqui esta mensagem com o intuito de mostrar minha admiração pelos critérios democráticos que nortearam a realização da l Bienal Internacional de Poesia de Brasília. A minha participação é a prova mais cabal disso. Afinal, não pertenço a nenhum grupo, não me tornei celebridade em nenhuma área, não sou parente dos irmãos Campos, não tenho poesias traduzidas para o francês, não é meu hábito puxar o saco de ninguém, e nem recebi premiação em nenhum concurso. Sou apenas mais um poeta – já meio velho–mas incansável na luta honesta e diária com as palavras. Coloco também algumas fotos que testemunham a minha participação: na exposição de poesia visual OBRANOME 2 (herrar é…);na Biblioteca Nacional, no 3º andar (banners-poema), em sala contígua à exposição-homenagem ao poeta Reynaldo Jardim (que, por sinal, não tem nenhum parentesco comigo), no Poemação e na I Mini Feira do Livro de Poesia.

De Caco Pontes, músico e poeta (SP): “Agradeço o espaço e a passagem que me concederam nesta grande empreitada que espero que perdure pra posteridade. Foi uma experiência muito interessante e mais uma vez, um grande exercício para a minha experimentação com a poesia, fonte de sabedoria que me alimenta a alma. Antônio Miranda demonstrou bastante coragem ao idealizar e realizar tal encontro. Valeu!”

Adilson Cordeiro, gerente de Cultura e Educação (DF), registrou que o Poemação na Biblioteca Pública do Guará teve “participação ativa do público nas apresentações, muitos aplausos e a manifestação do desejo de realização de outros saraus nesta Casa de Cultura. Havia pessoas de todas as idades. Muito agradecemos à Organização da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília, com a certeza de que serão realizados outros acontecimentos semelhantes, objetivando tornar Brasília uma referência cultural na América Latina”.

Alexandre Marino

Alexandre Marino foi o anfitrião do Poemação Martinica

Os comentários sobre a realização da BIP começaram a circular pela internet já no dia seguinte ao seu encerramento e até hoje não pararam de chegar aos organizadores do evento. Um dos primeiros foi o do poeta e jornalista Alexandre Marino, produtor e apresentador de duas das três noites de Poemação no Café Martinica – ambas dedicadas a poetas jornalistas da cidade, assim como aos nacionais e estrangeiros que vieram para participar do evento.

Alexandre, que encarou a tarefa de anfitrião com o seu profissionalismo de sempre, mandou mensagem de agradecimento aos colegas que participaram do evento e à organização da BIP. Nela, ele diz que “o Poemação do sábado (6/9) fechou bem o evento, ainda mais com a apresentação do Liga Tripa, convidado pelo Vicente Sá e recebido de coração pelos demais participantes e pelo público”.

Marino disse ainda que assim como alguns poemas o surpreenderam, também a presença de alguns poetas no palco, diante do microfone, foi uma ótima surpresa. E sugeriu aos colegas poetas: “Pensemos seriamente em dar prosseguimento a este trabalho. Vamos manter a poesia nas ruas”.

Leia a reflexão do poeta sobre a I BIP no blog Poesia Nômade (http://www.alexandremarino.com/) e veja mais fotos do Poemação Martinica no espaço do Flickr.

Saulo Queiroz

José Roberto da Silva dá seu recado no palco do Martinica

Luiz Martins da Silva, poeta, jornalista e professor na UnB, disse acerca do Poemação Martinica que ficou “com um gostinho de quero mais, e achando que a gente se conhece e se reúne muito pouco, mesmo trabalhos conhecidos como o do Liga Tripa pareciam ter saído de um outro tempo. Fiquei com vontade de fazer alguma coisa, não sei bem ainda o que, mas aceito parcerias”.

Fernando Marques, também poeta-jornalista e professor na UnB, além de dramaturgo, destacou: “Funcionou: a seqüência de autores manteve o público atento, e ficou ao final, me pareceu, uma atmosfera de tarefa realizada, capaz de preencher o apetite das cabeças por algo que as mova e gratifique. Aquela história de que, depois da leitura ou da audição de um bom trabalho de literatura, o sujeito – ao menos por alguns minutos – é lançado num estado no qual é incapaz de cometer um crime! Gostei especialmente de ouvir o trabalho de poetas que conhecia de nome, mas de quem conhecia pouco os textos”.

Paulo José Cunha, outro poeta-jornalista-professor na UnB e participante do Poemação Martinica, disse achar que a Bienal está consolidada, “apesar dos (poucos) percalços que enfrentou”. Elogiou a qualidade do Poemação do Martinica, “realizado pela vontade de participação dos poetas que lá estiveram”, mas não escondeu ter ficado “profundamente irritado com a péssima cobertura dada pelo Correio Braziliense (não acompanhei os outros veículos). Nunca vi tamanho pouco caso com um dos maiores eventos culturais da história da cidade, com envolvimento de diversos setores e intervenções não apenas no Plano Piloto, mas em várias satélites”.

PJ Cunha, que na semana BIP, lançou com sucesso, na 27ª Feira do Livro de Brasília, a 3ª edição de sua A Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês, fez uma defesa comovente da Bienal, ao salientar: “Nós, que conhecemos as dificuldades com que esse projeto foi tocado, bem sabemos que, para criticar, em primeiro lugar seria bom cobrir a iniciativa com a dignidade que ela merecia, e não apenas superficialmente como foi feito. De muita gente ouvi reclamações dessa ordem. E de uma pessoa, em particular, ouvi um desabafo ainda mais amargo: ‘Parece que os órgãos de imprensa daqui não gostam da cultura de Brasília’. Claro que aí vai uma boa dose de exagero. Mas o próprio desabafo já é sintomático. Deveria fazer pensar”.

A organização da I BIP está recebendo uma série de comentários de poetas, acadêmicos e diferentes artistas participantes dessa grande festa internacional da poesia pelo Distrito Federal inteiro, assim como envios de sua repercussão mundo a fora. Entre eles está a longa matéria publicada no sítio espanhol Peatom, sobre a participação do poeta e bibliotecário de Leon, Juan Carlos Pajares, com suas impressões do evento.

Na matéria, Juan Pajares ressalta: “Estou conhecendo poetas de todo o mundo, sobretudo brasileiros e latino-americanos. O intercâmbio de livros é brutal. Há uma efervescência tremenda na América Latina, e ainda mais em todo o Brasil. É uma maravilha”, relata em seu último correio eletrônico, o professor e poeta leonés”.

Veja fotos e leia a matéria completa em
http://www.peatom.info/3y3/libros/19362/versos-en-el-hemisferio-sur/